Estratégias de Transferência de Conhecimento em Multinacionais Brasileiras: Estudo Comparativo Entre as Subsidiárias Adquiridas e as Greenfield

Autores

  • Natacha Bertoia Silva Universidade Presbiteriana Mackenzie
  • Maria Tereza Leme Fleury Fundação Getúlio Vargas

DOI:

https://doi.org/10.18568/1980-4865.711-33

Palavras-chave:

multinacional brasileira, conhecimento, modo de entrada

Resumo

Este estudo teve como objetivo principal explorar o processo de transferência de conhecimento entre a subsidiária e a matriz, no âmbito das multinacionais brasileiras, identificando os mecanismos de transferência de conhecimento mais utilizados, bem como as barreiras existentes neste processo, comparando-se as subsidiárias adquiridas com as greenfield. Salienta-se que estudos apontam que existem diferenças no processo de transferência de conhecimento devido a forma de origem das unidades estrangeiras. Para isto, realizou-se uma survey entre 2006 e 2007, cuja amostra foi de 66 subsidiárias de multinacionais brasileiras com atividades no exterior. Sobre os resultados, em relação à transferência de conhecimento da matriz para a subsidiária, observa-se que as reuniões com os principais executivos da matriz e a recepção de brasileiros executivos são as duas práticas mais utilizadas em ambos os tipos de unidades. As barreiras à transferência de conhecimento existem de forma branda, sendo mais evidentes no caso das subsidiárias adquiridas. A resistência cultural é a mais eminente. No caso das unidades adquiridas, a estrutura hierárquica é vista como uma barreira, provavelmente refletindo uma postura centralizadora da matriz; enquanto nas unidades greenfield, a falta de incentivos para o compartilhamento de conhecimento é evidenciado. Também, a síndrome do “não inventado” aqui é uma barreira percebida pelas unidades adquiridas.

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Biografia do Autor

Natacha Bertoia Silva, Universidade Presbiteriana Mackenzie

Graduada, Mestre e Doutora em Administração de Empresas pela FEA-USP. Professora há 5 anos no Mackenzie, nas disciplinas de comportamento organizacional, gestão de pessoas e metodologia científica.

Maria Tereza Leme Fleury, Fundação Getúlio Vargas

É diretora da EAESP - Escola de Administração de São Paulo da Fundação Getulio Vargas e professora da FEA/USP. Foi diretora e vice diretora da FEA/USP (1998 a 2006); tem sido Visiting Schollar no IFM - University of Cambridge, IDS University of Sussex, IDE, Tokyo, Professora Visitante da ESSEC, França; foi do comitê Assessor do CNPq. Atualmente é diretora da ANPAD e membro de Coordenação da FAPESP, do Conselho de Pesquisa do EUROMED/França, Conselho FIA-Fundação Instituto de Administração e do Conselho da Fundação da Faculdade de Medicina, Membro do Conselho Editorial da RAUSP e do International Journal of Human Resources. Bolsista CNPq e FAPESP. Tem pesquisa e experiência profissional na área de Administração: Gestão Internacional, Gestão de Competências e Cultura e Aprendizagem.

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Publicado

2012-07-24

Como Citar

Silva, N. B., & Fleury, M. T. L. (2012). Estratégias de Transferência de Conhecimento em Multinacionais Brasileiras: Estudo Comparativo Entre as Subsidiárias Adquiridas e as Greenfield. Internext, 7(1), 1–33. https://doi.org/10.18568/1980-4865.711-33

Edição

Seção

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