Orientação da gestão sustentável de uma empresa química com atividade internacional

Valéria da Veiga Dias, Marcelo da Silva Schuster, Renato Rodrigues Dias

Resumo


A busca de novas possibilidade de negócios, seja através de atividades internacionais ou captação de nichos de mercado diferenciados figuram como uma tendência entre as organizações que visam crescimento. Para tanto cresce o número de organizações atentas em investir em questões relacionadas com novos valores, como cidadania, ética e preocupações ambientais. Verifica-se a adoção de uma postura mais sensível aos problemas da comunidade ou mesmo a aceitação da responsabilidade sobre os impactos causados por seus processos produtivos, inserindo-se no que foi chamado inicialmente de Responsabilidade Social dentro de um contexto empresarial e evoluiu ao conceito de Elkington (1998) geraram a discussão em torno de um novo movimento que foi chamado de paradigma sustentável. Observou-se de forma geral que a gestão sustentável ainda está muito ligada a ferramentas de apoio e não como parte da construção da estratégia das empresas apesar de ser possível perceber que as mesmas buscam um envolvimento maior neste sentido quando passam a rever suas estratégias. Essa questão pode ser percebida em diferentes níveis entre as empresas, mas o que evidencia a questão é a falta de indicadores diretos para investimento e retorno sustentável. A gestão sustentável se mostrou como fonte de oportunidade para negócios no exterior para as empresas estudadas, já que a preparação para atuação com legislação ambiental, exigências globais, matérias-primas e processos ecologicamente corretos preparou as organizações a comercializarem em esfera global, e no Brasil nota-se que os produtos inovadores por seu processo produtivo e/ou matéria-prima alternativa ainda não obtêm maior destaque. Atuar de forma sustentável possibilita o desenvolvimento de estratégias acertadas com postura consciente e mudanças em termos culturais em geral, que pode gerar novas oportunidades para aqueles que puderem acompanhar o cenário empresarial global.

Palavras-chave


Estratégia; Gestão Sustentável; Internacionalização

Texto completo:

PDF

Referências


ANDERSSON, S. The internationalization of the firm from an Entrepreneurial Perspective. International Studies of Management & Organization, v. 30, n. 1, p. 63-92, 2000.

BARDIN, L. Análise de conteúdo. 3.ed. Lisboa: Edições 70, 2004.

BERNARD, A. B.; JENSEN, B. Why some firms export? The Review of Economics and Statistics, v. 86, n. 2, p. 561-569, May. 2004.

BUCKLEY, P.; CASSON, M. The future of the multinational enterprise. London: Macmillan, 1976.

CAVUSGIL S., ZOU S., Marketing strategy: performance relationship: an investigation of the empirical link in export market ventures, Journal of Marketing, Cambridge, v. 58, n. 1, p. 1-21, jan. 1994.

CARNEIRO, J.; DIB, L. Avaliação comparativa do escopo descritivo e explanatório dos principais modelos de internacionalização de empresas. INTERNEXT – Revista Eletrônica de Negócios Internacionais da ESPM, São Paulo, v. 2, n. 1, p. 1-25, jan./jun. 2007.

CARVALHO M., et al. Complexidade e sustentabilidade gerando o ecodesing nas organizações sociais, Revista UFSC, Florianópolis, v.3. n.1, 2007.

CHURCHILL JR., G. A. Marketing research: methodological foundation. Orlando, FL : The Dryden Press, 1999.

DAMANPOUR, F. Organizational innovation: a meta-analysis of effects of determinants and moderators. Academy of Management Journal, v. 34, n. 3, p. 555–590, September, 1991. DOI: 10.2307/256406.

DAROIT, D.; NASCIMENTO, L. F. A busca da qualidade ambiental como incentivo à produção de inovações. Encontro da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Administração, 2007, Rio de Janeiro, In: Anais... Rio de Janeiro - RJ: ANPAD, 2000.

DUNNING, J. Trade, location of economic activity and the MNE: a search for an eclectic approach. In: OHLIN, B.; HESSELBORN, P. O.; WIJKMAN, P. M. (Ed.). The International Allocation of Economic Activity. London: Macmillan, 1977.

DUNNING, J.H. “Explaining the international direct investment position of countries: towards a dynamic or developmental approach”. Weltwirtschaftliches Archiv, Hamburgh ,v.117, p. 30-64, 1981.

DUNNING, J. The eclectic paradigm of international production: a restatement and some possible extensions. Journal of International Business Studies, USA, v. 19, n. 1, p. 1-31, 1988.

DUNNING J.H. The eclectic paradigm as an envelope for economic and business theories of MNE activity International Business Review, Elsevier, v.9, n.2, p.163–190, April, 2000. DOI: http://dx.doi.org/10.1016/S0969-5931(99)00035-9

ELKINGTON, J. Cannibals with forks: the triple bottom line of 21st century business. Canada: NSP, 1998.

GIL, A.C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5ª Ed. São Paulo: Atlas, 1999.

GRI - Global Reporting Initiative- Reports List 2006, 2009. Disponível em: Acesso em: 07/12/2009.

GUEDES, A. Negócios internacionais e gestão internacional: de onde viemos e para onde vamos? Encontro da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Administração, 2007, Rio de Janeiro, In: Anais... Rio de Janeiro - RJ: ANPAD, 2007.

HARRIS, J. et al. (Orgs.). A survey of sustainable development: social and economic dimensions. Washington: Island, 2001.

HYMER, S. The international operations of national firms: a study of direct foreign investment. Cambridge, MA: MIT Press, 1960/1976.

INSTITUTO BRASILEIRO DE ANÁLISES SOCIAIS E ECONÔMICAS - IBASE. Balanço Social Modelo para instituições de ensino, fundações e organizações sociais. Disponível em: Acesso em:12/11/2009.

JOHANSON. J.; VAHLNE, J.,The internationalization process of the firm – a model of knowledge development and increasing market commitment. Journal of International Business Studies , v.8, n.1, p. 23-32, 1977.

JOHANSON, J.; VAHLNE, J. The mechanisms of internationalization. International Marketing Review, v. 7, n. 4, p. 11-24, 1990.

JOHANSON, J; WIEDERSHEIM-PAUL, F. The Internationalisation of the Firm-

Four Swedish Cases, Journal of Management Studies, v. 12, n. 3, p. 305-

, October, 1975, DOI: 10.1111/j.1467-6486.1975.tb00514.x

KUHN, T. S. A estrutura das revoluções científicas. Perspectiva, 2007. ISBN 9788527301114. Disponível em: < http://books.google.com.br/books?id=NgrsSQAACAAJ >.

LEFF, E. Educação ambiental e desenvolvimento sustentável. Rio de Janeiro: DP&A, 1999.

Instituto ETHOS. Ferramentas de Gestão 2002. Responsabilidade social e empresaria. São Paulo. 2002.

MALHOTRA, N. K. Pesquisa de marketing-uma orientação aplicada. Bookman, 2006.

MDIC - Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio. Disponível em: . Acesso em 21/10/08.

VAN MARREWIJK, M. Concepts and definitions of CSR and corporate sustainability: Between agency and communion. Journal of Business Ethics, v. 44, n. 2, p. 95-105, May 2003. ISSN 0167-4544. Disponível em: < ://WOS:000182301000002 >.

MENEZES, Uiara Gonçalves de, DIAS, Valéria da Veiga e GOMES, Clandia Maffini. O Paradigma Sustentável e a Formulação de Estratégias Empresariais para a Competitividade. Gestão & Regionalidade , v. 26, n. 78, Setembro-Dezembro, 2010

MOTA, R. Decisões Estratégicas no Processo de Internacionalização de Empresas: “Forma de Entrada” e “Seleção de Mercado”In:Anais III Encontro de Estudos em Estratégias (3Es), maio, São Paulo-SP, 2007.

NICKELS, W.; WOOD, M. Marketing: relacionamentos, qualidade, valor. Rio de Janeiro: LTC, 1999.

PORTER, M. E. Competitive strategy : techniques for analysing industries and competitors. New York : Free Press, 1980.

SILVA, R., Comunicação e responsabilidade social. Disponível em: . Acesso em: 29/08/2009.

TACHIZAWA, T. Gestão ambiental e responsabilidade social corporativa: estratégias de negócios focadas na realidade brasileira. 3 ed. São Paulo: Atlas, 2005.

TRIVIÑOS, A. N. S. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação : o positivismo, a fenomenologia, o Marxismo. Atlas, 1987. ISBN 9788522402731. Disponível em: < http://books.google.com.br/books?id=MvETAAAACAAJ >.

TONI, A. F. FILIPPINI,R. FORZA,C. Manufacturing strategy in global markets: an operation management model. International Journal of Operation & Production Management. 1992.

TUROLLA, F.A. LIMA, M.F. economia: internacionalização & sustentabilidade. RAE Publicações. v.9 n.1 jan/jun 2010. Disponível em: < http://rae.fgv.br/sites/rae.fgv.br/files/artigos/5551.pdf > Acesso em: 15/10/2012.

WCED - Report of the World Commission on Environment and Development: Our Common Future. Disponível em: . Acesso dia 03/07/2009.

WELZEL E., LUNA M. e BONIN M. Modelo da Dinâmica Interdisciplinar de Responsabilidade Social Corporativa: Contribuições Conceituais e Delimitação Teórica. Encontro da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Administração, In: EnAnpad. Rio de Janeiro-RJ, 2008.

VERNON, Raymond. International investment and international trade in the product cycle. Quarterly Journal of Economics v.80, n.2, p. 190-207, May, 1966.

ZAMPIERI, R.; COLLADO, C.; LUCIO, P. Metodologia da pesquisa. 3ª ed. São Paulo: McGraw-Hill, 2006.




DOI: https://doi.org/10.18568/1980-4865.8168-87

Métricas do artigo

Carregando Métricas ...

Metrics powered by PLOS ALM

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais 2015 Internext



INTERNEXT (e-ISSN: 1980-4865)

ESPM | Escola Superior de Propaganda e Marketing 

Licença Creative Commons
Este obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Não Adaptada.


Rua: Dr. Álvaro Alvim, 123 - Vila Mariana - São Paulo - SP - Cep: 04018-010 - e-mail: internext@espm.br

Indexadores e Diretório:


Desenvolvido por:

Logomarca da Lepidus Tecnologia